Aconteceu nos dias 29 e 30 de maio a primeira edição do Workshop de Alimentos e Bebidas Fermentadas, reunindo pesquisadores, docentes, estudantes e profissionais do setor produtivo para discutir avanços científicos, compartilhar resultados de pesquisas recentes e fortalecer redes de colaboração na área.
Realizado no campus da UFV, o workshop é uma parceria de três programas de pós-graduação: o Programa de Pós-Graduação em Microbiologia Agrícola da UFV (PPGMBA), o Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Universidade Federal do Pará (UFPA). A intenção é criar um espaço de integração entre grupos de pesquisa de diferentes regiões do país, promovendo a troca de experiências e a construção de parcerias estratégicas para o desenvolvimento de novos projetos, além de destacar a relevância dos alimentos e bebidas fermentadas para o bem-estar humano e a promoção da saúde.
Segundo o professor Guilherme Martin, coordenador do Laboratório de Microbiologia de Produtos Fermentados (FERMICRO) e orientador do PPGMBA, a realização do workshop nasceu do desejo de aproximar pesquisadores que atuam com fermentação de alimentos e bebidas. “Já tínhamos a ideia de reunir pesquisadores que trabalham com o tema da fermentação de alimentos e bebidas. Essa foi a oportunidade que encontramos para trazer esses pesquisadores das redes de colaboração que mantemos em nosso programa de pós-graduação. O resultado foi muito melhor do que imaginávamos”, destacou.
A receptividade do público superou as expectativas da comissão organizadora. Ao todo, o workshop reuniu 130 participantes, principalmente de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro, além de representantes de Santa Catarina e Pará. Um dos destaques foi a expressiva participação de estudantes da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), que compareceram em grupo ao evento.
“Foi um momento muito interessante para troca de contatos e para conhecer melhor o que os grupos de pesquisa vêm desenvolvendo. Isso contribui para estimular o intercâmbio de pesquisadores entre as instituições e reforçar as parcerias entre os programas de pós-graduação”, ressaltou o professor.
A programação contou com 12 palestrantes de diferentes regiões do Brasil e com a participação internacional da pesquisadora Valentina Bernini, da Universidade de Parma, na Itália. Durante os dois dias, os participantes acompanharam palestras, mesas-redondas, apresentação de trabalhos científicos e oficinas práticas.
Entre os momentos mais marcantes, Guilherme Martin destaca a mesa-redonda sobre bebidas fermentadas funcionais, que promoveu discussões relevantes sobre tendências e desafios da área, além das oficinas realizadas no gramado das Quatro Pilastras, que proporcionaram uma experiência prática aos participantes.
O workshop recebeu 48 trabalhos científicos, dos quais três foram premiados. Para os organizadores, a apresentação dos estudos foi fundamental para valorizar a produção científica nacional e incentivar a participação de estudantes e jovens pesquisadores.
Para Guilherme, a oportunidade de interação direta entre estudantes e pesquisadores experientes também amplia perspectivas de formação e colaboração futura. “Muitos estudantes participam justamente para conhecer professores e grupos de pesquisa de outras instituições, porque têm interesse em ingressar em programas de pós-graduação. Esse contato direto é muito importante para a formação deles”, afirmou.
O encerramento da programação ocorreu na noite de sábado, com a segunda edição da Feira FermentaMóvel, realizada em comemoração ao primeiro ano do projeto de ciência itinerante. A atividade reuniu música ao vivo, degustação de alimentos e bebidas fermentadas e ampla participação do público.
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