O professor Maurício Dutra Costa, do Programa de Pós-Graduação em Microbiologia Agrícola (PPGMBA), realizou no último dia 22 uma visita técnica à Coleção de Microrganismos de Interesse Agrossilvicultural do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus (AM). A atividade foi realizada a convite da curadora da coleção, professora Maria Aparecida de Jesus, e abriu novas perspectivas para o desenvolvimento de parcerias entre as duas instituições.
Foi a primeira visita do docente ao INPA, um dos principais centros de pesquisa em biodiversidade do país. Segundo Maurício, o convite surgiu em função das linhas de pesquisa desenvolvidas pelo grupo da UFV com fungos dos gêneros Aspergillus e Penicillium, que também compõem uma parte importante da coleção do instituto amazônico. “Foi uma excelente oportunidade para conhecer de perto uma coleção de referência e discutir possibilidades de colaboração científica”, destaca.
A Coleção de Microrganismos de Interesse Agrossilvicultural reúne um dos mais importantes acervos de fungos do Brasil, com mais de 2 mil espécies de fungos mitospóricos, 1.080 culturas de basidiomicetos e 76 culturas de fungos fitopatogênicos (ascomicetos). Durante a visita, o professor conheceu a estrutura da coleção, os métodos empregados para a conservação de milhares de isolados e discutiu com a equipe do INPA estratégias para o intercâmbio de conhecimentos e futuras pesquisas.
Entre os principais temas de interesse do professor está a prospecção de fungos com potencial para solubilização de fosfato de rocha, uma linha de pesquisa desenvolvida pelo grupo do PPGMBA. De acordo com Maurício, a elevada biodiversidade amazônica representa uma oportunidade única para ampliar os estudos nessa área. Atualmente, o laboratório da UFV trabalha com cerca de 48 isolados distribuídos em aproximadamente cinco espécies, enquanto o acervo do INPA reúne milhares de espécies de fungos, ampliando significativamente as possibilidades de descoberta de novos microrganismos com potencial biotecnológico.
A visita contou também com a participação do doutorando Romário Santana, estudante do PPGMBA e ex-aluno do INPA, que acompanhou o professor durante as atividades. Os pesquisadores também conheceram o Parque da Ciência do instituto, espaço voltado à educação ambiental e à divulgação científica, que promove ações de valorização da fauna, da flora e da conservação da Floresta Amazônica.
Segundo Maurício, a aproximação entre as instituições representa um importante passo para futuras colaborações. “Voltei com o intuito de estabelecer uma parceria que nos permita passar um tempo lá fazendo essa prospecção de fungos solubilizadores de fosfato. É uma região extremamente rica para a micologia e com enorme potencial para gerar mais conhecimento científico e novas tecnologias microbianas”, afirma.
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